Monthly Archives: July 2012

De Petrolina para a Itália

Sou Danilo Macário, estudante de Engenharia da Computação e é com muita alegria que faço minha primeira postagem no blog a fim de compartilhar esse grande momento que estamos vivendo. Sempre acreditei que com o esforço podemos conseguir muita coisa mas nunca imaginei que aliado a um pouco de sorte poderia sair um resultado tão bom. Sempre sonhei em conhecer outros países e imaginava que isso poderia acontecer através de umas simples viagem de férias e não da forma que está prestes a acontecer. Estudar durante um ano na Europa, é muita alegria para uma pessoa só e agora vou descrever um pouco dessa façanha alcançada.

Ano passado o governo brasileiro iniciou o Ciência sem Fronteiras, programa que visa oferecer oportunidades de estudo em diversos países a estudantes brasileiros de nível superior. No início achei que era uma realidade muito longe de ser alcançado por mim, pois eram muitas as etapas a serem vencidas e no primeiro edital elas vieram, o candidato que se se inscrevesse para o então único país participante precisava alcançar a pontuação mínima de 79 pontos o que para meus conhecimentos da língua inglesa é muito e precisaria ralar muito até chegar nesse estágio.

Em janeiro desse ano é lançado um novo edital direcionado a países europeus, dentre eles, Itália, Alemanha, França e Reino Unido e assim como no edital anterior era necessário ter o chamado comprovante de proficiência, ou seja, era necessário comprovar que conhecia a língua através de uma respectiva prova e obter uma pontuação mínima, mas dessa vez foi diferente, não desanimei e arrisquei, o máximo que poderia acontecer era eu conseguir kkk.

Fiz minha inscrição para Itália(um dos motivos foi por seu um país no qual sempre gostei muito), os meses foram passando e recebi dois ou três e-mails que diziam que eu tinha sido aprovado nas primeiras etapas, não dei muita importância porque achei que eram aceitações referentes aos critérios básicos como CR acima de 6,0, estar matriculado e etc.

As etapas foram ocorrendo e então fomos solicitados a se inscrever no Banco de Dados do CSF italiano escolhendo o curso e algumas possíveis faculdades de destino. Fiz o que foi solicitado, mas ainda não acreditava pois imaginei que teria minha candidatura cancelada mesmo recebendo um e-mail de Bologna dizendo que eu deveria me inscrever mesmo sem ter conhecimento da língua.

Depois de alguns dias a surpresa, fui aprovado, fui aceito para participar do ano acadêmico 2012/2013 na Universidade Politécnia de Torino na Itália (PoliTo), que tinha sido minha primeira opção quando me inscrevi pois as aulas poderiam ser em inglês ou italiano e ofertariam o curso de italiano lá. Depois disso foi só alegria, fui cumprindo outras etapas, diversos cadastros e preenchimentos de formulários o que faz parte do processo burocrático.

Durante esse período pós-aceitação passei por um pequeno susto onde de última hora soube que a exigência do teste não era  da PoliTo, mas sim do governo brasileiro e que sem ele não poderia ir. Para não correr o risco de perder a grande oportunidade, fiz algumas aulas de italiano na internet, paguei uma professora durante duas semanas com aulas intensivas e muito esforço, marquei o teste e fiz  a prova em Recife obtendo uma nota muito satisfatória para pouco tempo de estudo e assim teria minha vaga assegurada.

Essa semana comecei o curso online ofertado pela PoliTo que vai até agosto, que funciona como um preparatório para as aulas presenciais a partir de setembro. Agora aguardo ansiosamente a implementação da bolsa para compra de passagens e obtenção do visto, acredito eu, que essas são as duas últimas etapas dessa grande jornada. E por enquanto é isso.

Ciao, ci vediamo presto!

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Here we go

Estou inaugurando o blog, meu nome é Renato, estudante de Engenharia da Computação da UNIVASF e fui selecionado (pelo Ciência Sem Fronteiras) para fazer o pre-academic (para quem não sabe é um intensivo de inglês antes das aulas) na California State University, Los Angeles (CSULA) e o academic (estudar 1 ano) na University of Washington Tacoma (UWT).

Esse blog foi feito por nós, alunos da UNIVASF, que fomos selecionados pelo Ciência Sem Fronteiras,  mas não necessariamente fomos selecionados para os EUA, tem aluno para Canadá, Itália e Espanha também, eles devem se apresentar depois =). E nem todos os selecionados da UNIVASF estão participando deste blog, apenas os amigos.

Bem, vou relatar tudo o que eu fiz até conseguir ser aceito nessas universidades. Primeiramente, a Capes abriu seu primeiro edital para os EUA em meados de Outubro de 2011 (eu acho), o qual pedia TOEFL acima de 79, e o tempo para fazer a prova era muito curto, o que me fez desanimar em tentar me inscrever. Porém, surgiu um edital do CNPq que era um pouco complicado.

Neste edital, o aluno tinha que fazer praticamente tudo, tinha que contactar a universidade no exterior (poderia ser de qualquer país participante do programa) e fazer com que a universidade aceitasse, enviando uma carta de aceitação. Tinha também que tentar fazer um convênio com sua universidade no Brasil para não precisar pagar as taxas tuitions/fees (quase impossível para universidades que não tem nenhum convênio).

Com alguns contatos do meu orientador, escolhi uma universidade (a UWT) e mandei email para um professor, que também é brasileiro, trocamos vários emails com a participação também do meu orientador. Descobrirmos que a UNIVASF já tinha feito um convênio com a University of California, Davis há três anos, e mostramos para o professor da universidade de destino, ele portanto, afirmou que a UWT poderia assinar um convênio com os mesmos moldes com a UNIVASF. Então redigi todo o documento com a ajuda de outro aluno da UNIVASF (Sérgio) que também faz parte deste blog. Enviamos para eles, foi assinado, e esse professor resolveu vir para o Brasil visitar algumas universidades, inclusive a UNIVASF, trouxe o convênio assinado pelo Chanceler para ser assinado pelo Reitor na minha universidade.

Em paralelo a isso, resolvi estudar para o TOEFL, na UWT exigia um TOEFL de no mínimo 83, peguei alguns simulados, e também paguei uma professora, foi tão pouco tempo que só estudei o speaking com ela. Tive que ir fazer a prova em Brasília, no Nordeste estava tudo lotado. Pronto fiz, tirei 72, pensei: “Fudeu, tanto esforço e não conseguir tirar os 83”. O professor da UWT não desanimou, disse que se eu conseguisse tirar pelo menos 76 eles tentavam me aceitar lá, porém eu estava desanimado e também eram muitos gastos para fazer a prova novamente.

Uma semana depois que saiu a minha nota do TOEFL, a Capes lançou um novo edital para os EUA com a mesma exigência de no mínimo 79, entretanto, quem ficasse abaixo dessa nota poderia ganhar um curso de inglês no exterior. Então me animei, me inscrevi, e a cada email recebido confirmando a aprovação naquela etapa eu ficava mais próximo dos EUA. O mais chato foi ter que preencher o Common Application, tem que fazer uns 3 Essays (redações).  Detalhe: me inscrevi em dezembro de 2011 e minha confirmação (do pre-academic) só veio dia 24 de maio de 2012, já estava com medo de não receber essa confirmação, mas deu tudo certo.

O IIE (Institute of International Education) que toma conta de nossas aplicações, ficaram sabendo da minha preferência pela UWT e conseguiram me alocar para lá no academic, como eu faria um curso de inglês antes das aulas, não houve problema para me aceitarem mesmo com o TOEFL de 72.

Depois da confirmação no dia 24 de maio, o problema maior agora era conseguir terminar as disciplinas, já que a UNIVASF entrou em greve. Consegui falar com todos os professores para adiantarem minha prova e apenas um não concordou. Já tinha tirado meu passaporte, e tirei o visto em Recife. Agora estou de malas prontas para ir para LA dia 13 de julho, e devo ir para Tacoma em setembro. California here we go.

Renato

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